Amazônia, a minissérie que chegou ao Museu de Arte Moderna de São Paulo

Amazônia, de Galvez a Chico Mendes foi minissérie exibida pela Rede Globo, entre 2 de janeiro e 6 de abril de 2007, em 55 capítulos. Escrita por Glória Perez, foi baseada nas obras: “Terra Caída” de José Potyguara e “O Seringal” de Miguel Ferrante, com direção de Pedro Vasconcelos, Marcelo Travesso, Carlo Milani, Roberto Carminati e Emílio Di Biasi e direção geral de Marcos Schechtman.

A trama narra a história do Acre, a última região a ser anexada ao território brasileiro. Que, durante muitos anos, atraiu nordestinos e estrangeiros em busca de uma vida melhor através da extração do látex. A procura incansável por novas áreas de extração prejudicou a natureza, cada vez mais explorada de forma predatória, e trouxe pobreza para a região. A minissérie conta todo processo, ao longo de 100 anos, através de três personagens centrais: Galvez (José Wilker), Plácido de Castro (Alexandre Borges) e Chico Mendes (Cássio Gabus Mendes).

1118full-amazônia--de-galvez-a-chico-mendes-screenshot
Amazônia, de Galvez a Chico Mendes – 2007 (Rede Globo)

Além dos romances “Terra Caída”e “Seringal”, Gloria Perez usou como fonte de consulta o livro “Formação Histórica do Acre”, obra do escritor Leandro Tocantins. A autora também fez pesquisas de campo e conversou com seringueiros e familiares de pessoas que viveram essa fase da história do Brasil. Apesar da liberdade ficcional, ela foi fiel aos marcos históricos.

Para auxiliar na composição de seus personagens, alguns atores visitaram o Seringal Chico Mendes, uma área de preservação em Xapury, no Acre, para se familiarizarem com o cotidiano desse universo. Detalhe para Regina Casé, que baseou-se em personagens que integraram o programa Um Pé de Quê?, apresentado pela própria atriz, para construir a parteira Maria Ninfa.

Gloria Perez foi homenageada pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, pelo trabalho desenvolvido na obra, feita durante um evento em comemoração a Plácido de Castro e aos 104 anos da revolução acreana, comandada pelo militar gaúcho.

Por fim, a Rede Globo promoveu uma exposição sobre a minissérie no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo). Através de vídeos e fotos, o público pôde conhecer um pouco sobre a história do Acre e da Amazônia. Haviam também peças usadas pela cenografia e produção de arte da trama.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *