Bebê a Bordo, uma novela anárquica

Bebê a Bordo foi uma novela exibida pela Rede Globo entre 13 de junho de 1988 e 10 de fevereiro de 1989, em 209 capítulos.  Escrita por Carlos Lombardi com colaboração de Luís Carlos Fusco, direção de Roberto Talma, Antônio Rangel, Marcelo de Barreto e Paulo Trevisan e direção geral e de núcleo de Roberto Talma.

A trama começa com a pequena Heleninha e seu nascimento conturbado, que acontece dentro de um carro, quando sua mãe, Ana, Isabela Garcia, pega uma estratégica “carona” para fugir da polícia. Mas, logo depois Ana resolve abandonar sua filha, assim como foi abandona por sua mãe, Laura, Dina Sfat. A jovem, por ironia do destino, deixa sua neném na porta da casa de Laura, sem saber quem é ela. Enquanto isso, vários personagens masculinos disputam a paternidade da criança, a garota não fazia a mínima ideia de quem era o pai de Heleninha.

Não muito longe dali está Ângela, Maria Zilda, uma mulher reprimida que dedicou sua vida a cuidar dos irmãos, e que sonha com um homem que não conhece e se assusta quando descobre que ele existe. Por fim, as histórias se cruzam em um tom de folhetinesco que arrebatou o público da época.

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Bebê a Bordo – 1988 (Rede Globo)

A novela foi um grande sucesso, mas nem tudo são flores. O ator Tarcísio Filho alega que este foi o seu pior trabalho na televisão: “Quase não tinha texto, e vivia levando torta na cara… era um saco!”. Após o término da novela, ele fez uma participação em O Salvador da Pátria e, depois, foi para a Rede Manchete, para participar do elenco da novela Kananga do Japão.

A obra foi o último trabalho da atriz Dina Sfat. Ela faleceu de câncer de mama no dia 20 de março de 1989, um mês após o término da novela. Mas, foi também a estreia, na Rede Globo, de sua filha Bel Kutner.

E, como já esperado, o bebê da trama servia para unir os diversos núcleos da história, apresentados num texto ágil e sarcástico, com pitadas sentimentais e melodramáticas. A novela tinha um tom anárquico e cheio de ironias.

 

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