Belo Horizonte fez parte da minha formação, diz Sérgio Mamberti

“Visitando O Sr. Green”, em cartaz no Teatro Jaraguá, São Paulo, relata um pequeno acidente de trânsito nas ruas de Nova York, que acaba provocando a aproximação entre o Sr Green (Sérgio Mamberti), um velho e solitário judeu ortodoxo, e Ross Gardner (Ricardo Gelli / Gustavo Haddad), um jovem executivo de 29 anos que, graças ao juiz Kruger, foi acusado de negligência na direção e considerado culpado pela ocorrência. A pena consiste em fazer com que Ross Gardner deva prestar serviço comunitário junto à vítima uma vez por semana, pelos próximos seis meses. O espetáculo também marca o reencontro entre Sérgio e Cassio Scapin (direção), 20 anos após o sucesso de “Castelo Rá-Tim-Bum”, quando deram vida a “Tio Victor” e “Nino”, respectivamente.

Foi ao fim de uma apresentação que Sérgio nos recebeu e comentou o que o reencontro representa no atual momento de vida do ator, “Eu escolhi o Cassio porque eu estava procurando um diretor…Eu estava procurando, nos 20 anos de comemoração do “Castelo”, fazer alguma coisa que comemorasse nossa relação. Mas é muito complicado, os direitos do “Castelo” sempre são muito difíceis de você conseguir autorização. E aí, de repente, como eu iria fazer essa peça, a Fernanda Senhorinni, que estava produzindo o Cassio, me disse, “Poxa! Nós estamos conversando sobre uma volta sua e do Cassio, por que você não o convida para dirigir?” O Cassio fez a montagem original com Paulo Autran fazendo o papel de “Ross”. E eu convidei e ele ficou super feliz. Então, de certa maneira, estamos comemorando 22 anos da nossa relação”, contou Sérgio.

sergio

Sérgio também não pode deixar de falar sobre sua relação com a capital mineira, “Eu tenho 60 anos de profissão e já fui inúmeras vezes a Belo Horizonte. Nunca estive na cidade sem que a casa estivesse cheia, é um público que gosta muito de teatro”, destacou.

“Quando eu era garoto, eu tinha um tio que morava em Belo Horizonte, e ele tinha uma loja que vendia instrumentos e partituras musicais muito conhecidas, e o filho dele, o Armando Más Leite, era poeta, como todo o mineiro, era das letras (risos). Ele fez medicina e se apaixonou por uma enfermeira que era freira, ela, evidentemente não quis se casar com ele. Então ele se tornou padre e morreu tuberculoso, como todo o bom amante romântico, muito jovem. Então eu conheço muito bem a cidade, passei muitas férias, frequentava o Cine Belas Artes, o Cine Acaiaca, que era chiquérrimo. Em suma, pra mim, passar férias em Belo Horizonte era um prêmio. Certamente a cidade fez parte da minha formação”, finalizou.

 

 

 

 

 

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