Blubell em Confissões de Camarim

Confissões de Camarim” é o quarto disco autoral e quinto da carreira de Blubell. A cantora e compositora, multifacetada, conhecida por suas canções em português, francês e inglês, dá agora asas à um projeto que revolve sua carreira.

“Gravando esse disco eu me senti dando uma volta na minha carreira. O meu primeiro disco, “Slow Motion Ballet”, é um disco mais pop, no qual eu não participei da produção, eu só fiz as músicas e cantei, mas a cara dele ficou toda a cardo dos produtores. Aí eu fui para o “Eu Sou do Tempo Em Que A Gente Se Telefonava”, que aí foi um disco que eu falei, “eu vou tomar conta desse negócio”. E o “Diva” também. “Eu Sou do Tempo Em Que A Gente Se Telefonava” e o “Diva” são discos que o processo foi bem parecido, a gente fez os arranjos juntos, eu e a banda, não tinha um produtor específico pra fazer overdubs, a gente teve mais o Maurício Tagliari ali, como diretor musical, e o Carraele também. Foram discos mais acústicos, por tanto mais vintage. E agora eu volto, eu não quero mais fazer uma coisa igual, eu já fiz dois, então eu não quero fazer um terceiro desse jeito, eu quero mudar. Chamei o Márcio Arantes, porque eu tinha ouvido o disco da Nauzete com o Zé Miguel Wisnik, que ele tinha acabado de produzir, e eu fiquei louca, falei, “ele é o cara que vai produzir o meu disco”, liguei pra ele e a gente fez esse disco que tem todos esses aspectos, tem essa onda acústica no meio, mas ele também é pop, é um pouco mais eletrônico, enfim, vocês vão ver”, contou Blubell.

Foto: Yago Saraiva
Foto: Yago Saraiva

Confissões” é composto de músicas feitas nos últimos dois anos. Traz atona alguns momentos vividos pela artista. “Foi um disco que eu consegui juntar muitos amigos. Tem uma faixa, We’re All Alone, que é a “cerejinha do bolo”, a última do disco, que tem um coro cheio de amigos e outras participações ilustres ao longo dele”, revelou.

Já ao fim da entrevista Blubell relembrou uma passagem por Minas. “A gente fez o Festival de Inverno de Tiradentes, que foi incrível, a cidade é maravilhosa. Minas é um estado especial, né, você sempre come muito bem, você sempre é bem acolhido, mineiro gosta de conversar. Eu sou uma pessoa que prefere estar numa mesa com poucos e bons amigos e ficar jogando conversa fora do que numa “festona”, eu sou esse tipo de pessoa, e eu acho que mineiro é um pouco assim”, finalizou.

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