Éramos Seis, um sucesso em adaptações

E como prometido… Nossa primeira história repercutida na coluna sobre teledramaturgia, segundo eleição de nossa audiência, será a doce trama de Éramos Seis.

O drama é  um romance da escritora Maria José Dupré, publicado em 1943 e adaptado para o cinema e a televisão. A obra foi premiada pela Academia Brasileira de Letras com o prêmio Raul Pompeia, um dos maiores sucessos da autora.

Sua primeira adaptação foi realizada em 1958 e exibida pela TV Record. Na época as cenas eram televisionadas ao vivo, duas vezes por semana, motivo pelo qual não existem imagens ou fragmentos dessa adaptação – o videotape começou a ser utilizado apenas na década de 60. A  direção e roteiro foram de Ciro Bassini.

Nove anos mais tarde, em 1967, foi a vez da Rede Tupi realizar sua primeira adaptação da trama. Escrita por Pola Civelli e dirigida por Hélio Souto, para o horário das 19h, a novela ficou apenas um mês no ar, o que era comum para horário na época. Cleyde Yáconis interpretava a protagonista, dona Lola, e Tony Ramos, então com 19 anos, fazia uma participação na história.

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Éramos Seis – 1977 (Rede Tupi)

Já em 1977 a Tupi realizava sua segunda adaptação, agora uma trama mais encorpada e densa. Escrita por Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho e dirigida por Atílio Riccó e Plínio Paulo Fernandes. A novela começou a ser exibida às 19 horas, enfrentando, na época, Locomotivas, da TV Globo, mas após o fim da primeira fase,  passou para o horário das 19h30.  A novela foi reprisada em 1980, quando a emissora estava em grave crise e prestes a ter suas concessões cassadas. Outra curiosidade  é que a atriz Chica Lopes, interprete da empregada Durvalina, reviveu a personagem 17 anos mais tarde, em 1994, na versão feita pelo SBT.

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Éramos Seis – 1994 (SBT)

Éramos Seis teve sua última adaptação para TV em 1994, talvez a melhor produção já realizada pelo SBT até os dias de hoje que, inclusive, lhe rendeu seus únicos Troféus Imprensa para “Melhor Atriz” e “Melhor Novela”. Novamente escrita por Sílvio de Abreu e Rubens Edwald Filho, dessa vez dirigida por Henrique Martins e Del Rangel, e direção geral de Nilton Travesso. 

A obra foi orçada em US$ 5,5 milhões, sendo que cada capítulo teve um orçamento de US$ 35 mil, quase o mesmo que a Globo gastava numa novela de porte médio. Prevista para ser lançada em 2 de maio de 1994, o SBT adiou em uma semana a estreia, por causa da morte do piloto de Ayrton Senna. No horário a atriz Irene Ravache deu um depoimento dizendo que a novela não poderia ir ao ar num momento tão triste para a população brasileira.  Éramos Seis também foi a primeira novela dos atores Ana Paula Arósio, Otaviano Costa, Caio Blat e Wagner Santisteban. 

A adaptação, exibida em dois horários, obteve tanto sucesso que atingia pico de 22 pontos de audiência no Ibope (fato inédito para telenovelas no SBT), e 13 pontos na segunda edição. Ganhou ainda os Troféus APCA de “Melhor Novela”, “Melhor Atriz – Irene Ravache” e “Melhor Ator Coadjuvante – Tarcísio Filho” e Troféu Imprensa “Melhor Novela” e “Melhor Atriz – Irene Ravache”.

Mas… a história  da mulher que termina seus dias sozinha numa casa para idosos ainda tem muito fôlego. Em 2012, o SBT cogitou fazer outro remake da obra,  já em 2013 foi a Rede Globo quem mostrou interesse em realizar sua primeiro adaptação da trama. Quem sabe num futuro próximo teremos mais uma incrível versão.

 

Para assistir online: Do 1 ao 46 

Do 58 ao 180

 

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4 comentários Adicione o seu

  1. Michael C. Moraes disse:

    Parabéns pela coluna. Lúcida , lúdica e leve!

    1. juniordecasttro disse:

      Olá, Michael.
      Obrigado pela mensagem!

  2. Will disse:

    Em “A Força Do Querer” Bibi pega o celular na mão descobre que Silvana foi feita de refém,
    veja sobre: https://goo.gl/4LW3qP

  3. Viviane disse:

    Parabéns!!! Gostei muito da coluna , amava essa novela , rs.

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