Felicidade ou Morte, por Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal

Felicidade ou Morte.  Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal pontuam como cada sociedade estabelece sua própria definição das circunstâncias para o que seja uma vida feliz.

“Obviamente, a felicidade e sua ausência foram definidas em cada época de uma forma, mas o mais curioso é que nem todas as épocas colocaram a felicidade como meta a ser atingida”, destaca Karnal.

02.10.15 - CPFL Cultura - Cafe Filosofico - Leandro Karnal Tatiana Ferro Fotografia
Foto: CPFL Cultura
29.05.14 - CPFL Cultura - Clovis de Barros Filho e Meario Sérgio Cortella Tatiana Ferro fotografia
Foto: CPFL Cultura

Foi na Casa do Saber, em São Paulo, que os autores me receberam para falar sobre “Felicidade”, tema central do novo livro editado pelo selo Papirus 7 Mares.

““Felicidade ou Morte” estabelece entre conseguir o máximo da vida ou negar a vida, conseguir o apogeu dessa realização, que é a felicidade, ou morrer tentando. É um jogo, inclusive, uma brincadeira que envolve uma questão como, por exemplo, o nosso “Independência ou Morte”, uma frase romântica, polarizada, que estabelece um jogo entre duas coisas. “Felicidade ou Morte” parece ser um lema contemporâneo, porque ser feliz é uma das obrigações do mundo liquido atual”, definiu Leandro Karnal, sobre o tema.

“Esse título não é propriamente uma alternativa, afinal de contas, quase o tempo inteiro a gente não quer propriamente morrer, mas não é absolutamente feliz. Felicidade é uma palavra que corresponde a muito pouco de nossas experiências, e a morte não corresponde a experiência nenhuma. Então é um jogo com duas palavras que paira muito mais duvida do que a certeza”,  acrescentou Clóvis.

O fato é que a felicidade é uma busca constante do ser humano. Mas será que ela realmente existe? “A busca da felicidade provavelmente é a mais constante da história, ainda que ela tenha variado muito, seja no século XVIII, seja no século XIX. Só pra lhe dar um exemplo concreto, como historiador, buscar felicidade no casamento é um fenômeno muito recente, até o século XVIII ninguém casava para ser feliz, todos se casavam para gerar filhos e regularizar a herança”, concluiu Karnal.

“Desde que o homem pensa, eu acho, que ele tenta dar uma resposta sobre, ”o que a vida precisa para ser boa?”, e com certeza essa resposta mudou muito e hoje, provavelmente, a gente tenha uma resposta, ou várias, sobre os requisitos para felicidade”, resumiu Barros Filho.

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