Laerte Coutinho debate no 11° Festival de Cinema Latino Americano

Na última quinta-feira, 21/07, aconteceu em São Paulo, no Memorial da América Latina um encontro entre a cineasta Anna Muylaert e a cartunista Laerte Coutinho, no 11° Festival de Cinema Latino Americano. O debate teve como foco a discussão de identidade sexual e de gênero no novo filme de Anna, “Mãe Só Há Uma”.

Após o evento, Laerte me recebeu pra um bate-papo sobre a discussão da identidade de gênero e os direitos das mulheres. “São pessoas que estão lutando, mais ou menos, contra o mesmo inimigo, que são oprimidas de forma muito semelhante, que são chamadas de cultura patriarcal. É limitador e agressivo com as mulheres biológicas e todas as identidades trans e com todas as outras letras “LGBT””, explicou Laerte, sobre a semelhança das lutas pela igualdade de gênero.

“A questão de gênero na qual as pessoas transgênero se reconhecem e tem se informado também diz respeito às questões que o feminismo vem colocando. Há pontos de conexão, de contato, entre esses movimentos, embora ache que o movimento trans é algo independente em relação ao movimento feminista e vice-versa”, completou.

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Foto: Yago Saraiva

Laerte teve duas participações importantes no cinema nos últimos anos. Em 2012, foi protagonista do curta-metragem Vestido de Laerte, dirigido por Cláudia Priscilla e Pedro Marques. O filme foi vencedor nas categorias melhor curta e melhor direção do Festival de Cinema de Brasília 2012. E no ano passado, contribuiu com o documentário da cineasta Miriam Chnaiderman, De Gravata e Unha Vermelha, filme este, que relata a realidade de transexuais, travestis e transgêneros, adeptos do crossdressing e entusiastas debatendo sobre a construção individual do próprio corpo.

“”O Vestido de Laerte” eu participei de forma mais intensa, participei de construção de roteiro, eu participei do filme todo. O “De Gravata” eu estava num período muito turbulento da minha vida, eu não consegui estar mais presente, então o filme é bastante da responsabilidade da produção da Miriam Chnaiderman. Eu acho que eu fui até pentelha com ela, em matéria de possibilidade de ajudar, eu estava numa época difícil. Mas eu acho que ficou lindo, eu acho que é um dos melhores documentários de trangeneridade que já foi feito no Brasil”, finalizou a cartunista.

 

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