Paixão por garota de programa é tema de livro

No clássico “Uma Linda Mulher” (Pretty Woman), estrelado por Julia Roberts e Richard Gere, com direção de Garry Marshall, o empresário Edward Lewis se apaixona por Vivian Ward, garota de programa contratada por ele para acompanhá-lo em eventos sociais.

É impossível não se lembrar deste filme ao ler o livro “Amor de Puta”, que acaba de ser lançado pela Editora Sensus. Diferente do romance clássico em que Lewis é um rico empresário que contrata Vivian para compromissos sociais, na obra do carioca Ricardo Daumas, João se muda do Rio para um prédio em Moema, em São Paulo, onde conhece Celeste, sua vizinha e garota de programa. Encantado, ele se apaixona ao mesmo tempo em que entra em conflito com si mesmo.

Foto: Divulgação
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Amor de Puta, primeira obra do empresário carioca e ex-executivo da Saraiva, Ricardo Daumas e que foi lançada na primeira semana de dezembro pela Editora Sensus, traz a história de João Mauricio, um homem que como tantos não tem do que se queixar. Bem casado, com uma bela carreira no prestigioso “Banco”, ele é o que se pode chamar de uma pessoa de sorte, mas sua vida está em vias de se virar do avesso.

Depois de muito relutar, João faz um caminho comum a muitos outros executivos cariocas no passado, e se vê obrigado a vir para a nova matriz em São Paulo. Chega numa tarde fria de domingo e se instala num Flat em Moema, contrariado, e dentre as muitas coisas que vai descobrir ainda nesta tarde inclui-se o fato de que não quer voltar para o Rio também, para a mesma casa, o mesmo casamento, a mesma vida.

A obra traz, então, esse encontro involuntário de alguém com a própria vida, e que se faz com a ajuda de Celeste, uma vizinha linda, doce e que mergulha com João nessa viagem. Amor de Puta pode ser a metáfora da maior relação de interesse da história da humanidade, em que se vende aquilo que não deveria se entregar por negócio, mas que pode também se converter no amor mais puro, mais surpreendente, mais inesperado.

“Passamos o resto daquele domingo e ainda um pouco do próximo dia entregues a nós mesmos, sem acordos nem expectativa declarada, apenas nós naquele momento e daquele jeito. Talvez uma concessão, talvez uma distração, ou simplesmente algo que não conseguíssemos evitar, que não nos coubesse omitir, que não fosse honesto roubar de nós mesmos. Ela se impregnava em mim, e eu podia sentir isso como se fosse o sol arrepiando minha pele no frio do inverno. Eu não queria tê-la, queria que ela me fosse, que fosse a parte não declarada e omissa da minha alma revelada enfim em carne e osso, gestos, olhares, hálito.”

Amor de Puta não se trata de uma biografia ou autobiografia. Mas não será de se surpreender caso os leitores se identifiquem em algum momento, pois são histórias que acontecem à volta de um mundo urbano, suburbano, contemporâneo, competitivo, confuso, mas que é o mundo de todos, com dores, medos e desejos.

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