Ping-pong com Bete Coelho

Elizabeth Mendes Coelho, ou simplesmente Bete Coelho, nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 2 de julho de 1963. Sua ligação com o teatro começou na infância, ainda aos 10 anos, quando começou a atuar. Fez cursos de teatro, música, canto lírico, violino, dança clássica e moderna, no Palácio das Artes de Belo Horizonte. Já no início dos anos 80, estrelou os espetáculos “Noturno para Pagu”, “Vida e Obra de Augusto de Campos”, “Lulu, a Caixa de Pandora”, e no grupo Pagu Teatro e Dança, “O que É Isso Gabeira?”. De lá pra cá Bete participou de inúmeros sucessos no teatro, cinema e TV, tendo passado pelas principais emissoras do país.

Foto: Divulgação
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J.C. – Seu atual trabalho é a peça “A Melancolia de Pandora”. Eu acredito que todo o trabalho transforme a gente de alguma maneira. O que essa peça tem transformado em você?

B.C. – Como o próprio título da peça diz, nos referenciamos no mito de Pandora. Isso me permitiu ir de encontro à preciosidades como ” QOHÉLET”( O.QUE.SABE), uma transcriação de Haroldo de Campos para o “Eclesiastes”. Também fiz uma pequena pesquisa psicanalítica, além de dar umas olhadas na “Odisseia ” e “Ilíada”. São temas que de alguma maneira permeiam a peça, o que faz ampliar o meu repertório de vida e abrir novas perspectivas de pensamento. Tenho a impressão que é mais ou menos isso que o papel da arte faz com todos nós.

J.C. – O que te faz aceitar um trabalho? O que te fez aceitar um projeto como “A Melancolia de Pandora”?

B.C. – Sensibilidade, inteligência, beleza e “algum trocado que é pra dar garantia”. Este trabalho especialmente pesou a vontade de trabalhar com a Companhia Lusco-Fusco de Djin Sganzerla e André Guerreiro, o Steven Wasson do Theatre de L’ange Fou e ter novamente ao meu lado os meus parceiros da “BR-116”, Gabriel Fernandes e Ricardo Bittencourt.

J.C. – Como boa mineira, você deve ter lembranças e traços guardados. O que você carrega de Minas em você?

B.C. – A prosa, o amor pelas montanhas, o gosto pelo tempo, e muito movimento na cozinha.

J.C. – Três lugares que talvez tenham feito grande parte da sua vida são: Minas, São Paulo e Rio. Onde você guarda cada um desses lugares dentro de você?

B.C. – Minas na corrente sanguínea, São Paulo no coração e Rio na memória.

J.C. – Sobre projetos futuros, além do teatro, há perspectiva próxima para tevê e cinema?

B.C. – Estou tentando me dedicar ao teatro.  Este ano já tive a alegria de fazer “Garrincha” de Bob Wilson. Estou em cartaz com “A Melancolia de Pandora” e no ar com a novela “Escrava Mãe”. Já comecei a preparar uma nova peça, que por enquanto é segredo, como gostam de trabalhar os mineiros. Quietos.

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