Tetê Espíndola retorna a álbum clássico

No último dia 2 de setembro, a cantora, instrumentista e compositora Tetê Espíndola subiu ao palco do Teatro do Sesc Vila Mariana (São Paulo) para um show em que retoma as canções que fazem parte de seu álbum clássico “Pássaros na Garganta”, lançado em 1982 e reeditado em 2013 pelo Selo Sesc. O show teve a participação do parceiro de longa data, Arrigo Barnabé.

Na ativa há mais de 30 anos, Tetê Espíndola já conta mais de 15 álbuns lançados em sua carreira, dos quais “Pássaros na Garganta”, de 1982 é o quarto e pelo qual ela recebeu o Prêmio Revelação pela Associação de Críticos Paulistas. Participou de diversos festivais, dentre eles o MPB Shell de 1981 – em que interpretou a valsa “Londrina” de autoria do convidado deste show, Arrigo Barnabé -, e o Festival dos Festivais, da qual saiu vencedora com a canção “Escrito nas Estrelas”, que valeu-lhe um Disco de Ouro, em 1985.

Foto: Divulgação
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Confira nossa entrevista com Tetê:

J.C. – Você já deve ter ouvido essa pergunta algumas vezes, mas não há como fugir. Qual é a sensação de retomar as canções de um álbum tão importante de sua carreira como “Pássaro na Garganta”?
T.E. – É um desafio tocá-las com a mesma energia daquela época… por mais que eu esteja muito mais experiente como instrumentista (faço muito show solo com a minha CRAVIOLA)mas o bom de tudo isso é sentir o quanto esse repertório é atual pois a natureza “lisérgica” que existe dentro de mim jamais me abandonou.

2 – São mais de 30 anos de carreira. Voltando a memória, olhando o passado, você faria algo diferente? Por quê?

T.E. – Na verdade são quase 40 anos de carreira e a trajetória é longa e múltipla sempre desenvolvi os meus projetos como sementes de som que nascem crescem mesmo numa parede de concreto e acontecem e me trazem muitos frutos.

J.C. – Tetê, acredito que a música, assim como toda a arte, nos transforme de alguma maneira. O que ela tem transformado em você durante esses quase 40 anos de carreira?

T.E. – Eu acredito que a musica tem o poder de transformar o mundo .Quando você usa uma melodia pra chamar atenção de alguma causa ou acontecimento a resposta é muito mais rápida e vibrante

J.C. – O sucesso alguma vez chegou perto de tomar conta de você? Como foi lidar com isso na época de “Escrito nas Estrelas”?

T.E. – Eu acho que o sucesso não é uma onda que te pega e depois vai embora pelo menos na minha carreira aconteceu o” bum “por causa do festival (lembrando que eu já tinha 10 anos de carreira, prêmios com o LP Pássaros na garganta e Tetê Acústica no Teatro Municipal…) Que sinto que a cada projeto idealizado realizado é sempre uma sensação de satisfação com a própria arte e isso sim também é um sucesso pra mim.

  J.C. – Você provavelmente deve ter tido algumas passagens por Minas Gerais durante sua carreira. Tem alguma sensação, lembrança ou história de Minas que possa nos contar?

T.E. – Adoro cantar em “Belô” o meu publico aí é sempre energético,teve um show marcante logo depois do “bum” do Escrito nas estrelas no teatro Palácio das Artes com uma banda de feras que apelidávamos de os “Chapadões” que foi um dos melhores shows da minha carreira.Espero voltar em breve a essa teatro.

 

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